Qual a diferença entre Brainstorm e Brainwriting?

Ilhasoft

Você já deve ter ouvido falar em Brainstorm — é bem possível que tenha, inclusive, participado de alguma reunião de brainstorming ou mesmo conduzido o processo.

Se não o conhece, explicamos: um Brainstorm é uma reunião com um objetivo final específico (que pode ser criar um novo produto ou validar um negócio, por exemplo), na qual todos os presentes podem dar ideias — das mais simples às mais absurdas.

Mas, você sabia que há uma variação desse método? Conheça, então, as duas vertentes: Brainstorm e Brainwriting.

Entenda mais a respeito no artigo de hoje.

O que é o Brainstorm?

Durante anos, o Brainstorm foi tido como a melhor opção para chegar a ideias criativas e que envolvessem equipes inteiras no processo. Porém, nos últimos tempos, percebeu-se que esse modelo de reunião privilegia profissionais mais eloquentes.

Pessoas mais extrovertidas tendem a falar mais e dominar o ambiente, fazendo com que suas ideias ganhem maior destaque. Entretanto, funcionários mais tímidos ou que não têm tempo de casa podem se sentir acuados e, por isso, não colocam suas ideias para fora.

A professora Leigh Thompson, da Celg School of Management, nos EUA, desenvolveu o método do Brainwriting, em resposta ao Brainstorm. Segundo a professora, 62% das ideias de um Brainstorm vem dos participantes mais desenvoltos, que acabam por monopolizar a conversa.

Além disso, as ideias propostas por esses profissionais — até pela maneira como são ditas — ganham prioridade nas análises, dada a convicção com que são apresentadas.

O que é o Brainwriting?

O Brainwriting propõe, portanto, que, antes de começar uma discussão verbal, todos os participantes escrevam suas ideias, de forma anônima, em pequenos pedaços de papel.

Apenas quando todos registram seus insights é que a reunião, de fato, começa. Feito dessa forma, o processo permite que exista uma equidade entre as ideias propostas: todos têm a mesma voz, inclusive aqueles que, por não gostar ou não conseguir, falam menos.

A proposta é que profissionais introvertidos — ou que estejam em posições “menores”, como trainees ou novatos — tenham o mesmo potencial criativo que aqueles que já dominam o assunto e o ambiente.

Outro ponto importante é a manutenção do anonimato. Por mais que se queira descobrir quem teve as melhores ideias e propostas, o ideal é que ninguém assuma a sua autoria.

Assim, o produto final acaba sendo desenvolvido por todos os envolvidos, a partir de uma ideia inicial. Já que o poder de decisão é equiparado, cada participante tem, também, a mesma responsabilidade sobre o resultado.

Já existem até softwares específicos para esse tipo de reunião, que substituem os papeis por textos digitados no celular, por exemplo. Um aplicativo assim pode facilitar bastante o processo, visto que os envolvidos anotam e enviam suas ideias, antes mesmo de a reunião começar — o que otimiza tempo e proporciona ainda mais insights.

O Brainwriting é uma ótima oportunidade para equipes que precisam testar novas maneiras de criar e de entrosar os funcionários. A sensação de pertencimento é maior, e o processo cria laços fortes entre a empresa e os colaboradores.

Como escolher entre o Brainstorm e Brainwriting?

Obter o melhor do Brainstorm e Brainwriting, então, é a resposta para grupos que querem desenvolver ao máximo suas potencialidades criativas, haja vista que o objetivo final dos dois métodos é esse. O ponto é inovar na empresa, buscando novas formas de atuação que tragam resultados melhores.

Em grupos menores e mais coesos, nos quais todos têm um equilíbrio hierárquico e não se sentem intimidados para expor suas ideias, é possível extrair o máximo do Brainstorm.

Por outro lado, em equipes mais heterogêneas ou nas quais os membros ainda não estão à vontade para se expressar, utilizar o Brainwriting pode ser uma forma, inclusive, de quebrar esse tipo de barreira.

Entendendo os dois conceitos — Brainstorm e Brainwriting —, é possível conciliar sua utilização para favorecer o processo criativo e obter o máximo de seu potencial. Cabe, portanto, à gestão da equipe analisar cada situação e escolher a forma mais adequada de conduzir a reunião.

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